Os Atentados ao World Trade Center e ao Pentágono

Caros Amigos, Como indivíduos,  membros da Fraternidade Rosacruz temos experimentado uma série de pensamentos e sentimentos ligados aos atos de terrorismo da Terça-Feira, 11 de Setembro.

A Fraternidade,  a despeito de seu nome,  não tem uma opinião,  ou um ponto de vista consensual a este respeito,  porque   não somos um "nós", mas uma associação de  Místicos Cristãos e ninguém fala pelo outro.

Temos dito isto ,  porque sendo Místicos Cristãos significa que o Ser Cristo serve como modelo para  os nossos processos de pensamento ,sentimento e ação. Que também subscrevemos,  como indivíduos,  com diferenças e concordâncias, a visão Rosacruz de vida, também pode ser inferido.

Acreditamos que os seres humanos são seres espirituais, eternos e fundamentalmente como Deus  e portanto infinitamente aperfeiçoáveis;  e que temos,  e devemos ter,  a boa vontade para atingir tal perfeição. Não é algo que se possa simplesmente ser conferido.

Os Ensinamentos,  por isso,  contém informações que podemos extrair para verter luz sobre o ataque de terça-feira contra a humanidade. Duas observações originárias desses Ensinamentos podem ser adiantadas:

(1) Nada ocorre na vida sem causa suficiente, e

(2) existe,  falando genericamente,  um ideal,  ou pelo menos fundamentos preferidos,  para responder a qualquer evento, -neste caso,  um ato de extrema agressão. As pessoas precisam fazer uma profunda pesquisa na alma para saber por quê aquilo ocorreu. No fundo,  é seguro afirmar,  a motivação é proveniente da frustração, da  ignorância e da radical desvalorização do mérito individual humano. Se as pessoas vivem sob opressão e sem oportunidade, elas podem ser física e mentalmente moldadas e manipuladas para pensar e agir de modo a violar sua  natureza divina  - que acima de tudo deveria amar e honrar o valor inestimável de cada pessoa.

Enquanto pessoas livres e sãs em todo o mundo estão chocadas e sofrem pelos mortos e pela vida, temos um trabalho a fazer.  todos nós,  como indivíduos,  como grupos nacionais e como membros de uma unidade global indivisível.

Os Estados Unidos precisam considerar profundamente sua imagem para o mundo,  objetivamente avaliar e modificar seu relacionamento com outros países e povos de forma a poder,  melhor e mais eqüitativamente, compartilhar e comprovar aquilo que professa,  acredita e dá para o seu próprio povo. Precisam exportar e demonstrar internacionalmente a convicção de que a vida,  a liberdade e a busca da felicidade são direitos inatos de todos os humanos. Necessitamos nos  preocupar e prover as necessidades das pessoas pobres, oprimidas, sem escolaridade , onde quer que elas vivam, e encorajar sua completa auto-afirmação e seu direito à dignidade.

Com respeito a como os Ensinamentos Rosacruzes podem ajudar-nos a dar melhores respostas a crises, Max Heindel exclarece que,  como Americanos, devemos ultrapassar as fronteiras de nosso território e relacionar-nos com toda a humanidade como nossos irmãos e irmãs. Nosso patriotismo,  saudável naquilo que nos une,  deveria ser estendido ao mundo,  deveria ser global,  deveria não excluir ninguém, agora que o mundo lamenta a morte dos inocentes e o mundo teme por sua segurança e encara um perigo comum, que não conhece raça, nem fronteiras nacionais e nem religião, para Deus não matar seus filhos: eles próprios fazem isto.

Quando se cultiva o patriotismo ignorando os laços de fraternidade entre todos os povos, quando o resto do mundo não é o país do patriota,  ele se torna provinciano e parcial e luta contra seus melhores interesses. O sol brilha sobre toda humanidade. Este planeta Terra compartilha a mesma lua e é cingido pela mesma infinidade de estrelas. Não existe um país escolhido,  nem um povo escolhido:  esse caminho é a receita certa para a divisão,  separação e guerra.

Se cada um de nós, serenamente,  buscar em seus corações causas e respostas para esse recente ultraje,  e todos os seus predecessores,  e todos  os que ainda virão,  a resposta será encontrada,  assim como a solução para a ameaça de duradouro fratricídio. Sim,  é o amor,  mas se o amor não estiver vestido em documentos inteligentes, em ações difíceis, em autotransformações radicais, isto não é amor, e toda a liturgia religiosa, e invocações virtuosas, e confissões de amor não servirão para nada, se não formos sinceros e ativos em todas as frentes, com todos os povos, o tempo todo.

Nós somos o mundo,  todos nós. Nenhum ser humano está fora da família humana,  porque existe um Deus e nós somos Seus filhos,  e quem Ele não fez, não existe. Sob essa premissa nós devemos, inteligentemente,  corajosamente e confiantemente, agir. Não conheço outro caminho.

Em Fraternidade Cristã,

Charles Weber, Editor da Revista "Rays from the Rose Cross",  editada pela The Rosicrucian Fellowship. Tradução Livre de Ruth Coelho Monteiro, membro da FRCMH, no Brasil.